Se você perguntar ao seu banco quanto custa uma transferência internacional, ele vai dizer a comissão de envio. É a resposta certa para a pergunta errada: a comissão é um de três custos, e quase nunca o maior.
Os três custos, do mais visível ao mais caro
1. A comissão de envio. A única que sai no extrato com nome e sobrenome. Costuma ser um valor fixo ou um percentual com teto.
2. A tarifa do correspondente. Cada banco intermediário da cadeia cobra a sua. Conforme a forma como o pagamento é instruído, você paga separadamente (modalidade OUR), divide-se (SHA) ou descontam do seu fornecedor no caminho (BEN) — e nesse último caso você descobre quando o fornecedor reclama que recebeu menos do que faturou.
3. O spread cambial. O maior e o único que não aparece em lugar nenhum. É a diferença entre a taxa de câmbio pela qual o banco converte para você e o preço de mercado naquele momento. Não é uma linha do extrato: vem escondido dentro do valor convertido.
Como comparar de verdade
Ignore as tabelas publicadas. Faça uma única conta com dois números:
Quantos pesos saíram da minha conta? e quantos dólares meu fornecedor recebeu?
Divida o primeiro pelo segundo. Essa é sua taxa de câmbio real, com todos os custos dentro. Compare com o dólar observado do dia e a diferença é o que você pagou de verdade. Faça o exercício com sua última transferência — são dez minutos com o extrato e a fatura na mão.
Uma ordem de grandeza
Na cotação da SendFlow usamos, como referência conservadora do banco tradicional, um spread entre 3,4% e 3,75% mais uma comissão de envio da ordem de US$40 — e mostramos sempre a faixa mais baixa, para que a comparação nunca fique inflada a nosso favor. É uma estimativa: seu banco pode cobrar diferente. Justamente por isso a conta acima vale mais do que qualquer tabela, a nossa inclusive.
Um custo que você não vê é um custo que você não negocia. Comece por vê-lo.
